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Tudo sobre o sarampo: o que é, prevenção e tratamento

Publicado por Joyce Alves em setembro 4, 2026 | Atualizado em setembro 4, 2026
5 minutos para ler

Altamente transmissível, o sarampo voltou a acender um alerta em São Paulo após o registro de novos casos em 2026. Cerca de 20 ocorrências foram confirmadas na capital e na região metropolitana, sem registro de mortes.

Para mães, pais e responsáveis, a prevenção começa com a vacinação em dia e também na atenção aos possíveis sinais da doença. 

A seguir, entenda o que é o sarampo, como ocorre a transmissão, quais sintomas merecem atenção e a importância da vacina.

O que é o sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Morbillivirus. A transmissão ocorre com muita facilidade pelo ar, e uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para cerca de 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

Embora pessoas de qualquer idade possam ter sarampo, crianças pequenas não vacinadas estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações da doença, como pneumonia, infecções de ouvido, diarreia e, em casos mais graves, cegueira e encefalite. 

Sintomas do sarampo 

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas de sarampo incluem manchas vermelhas (exantema) pelo corpo e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sinais:

  • Tosse seca
  • Irritação nos olhos (conjuntivite)
  • Mal-estar intenso

Os sintomas iniciais geralmente aparecem entre 8 e 12 dias após a infecção. “Vários dias depois, aparece uma erupção cutânea que começa no rosto e pescoço e se espalha gradualmente para o resto do corpo”, informa a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Diagnóstico

O diagnóstico do sarampo pode ser feito de forma clínica, isto é, pelo médico no consultório. No entanto, o ideal é que seja laboratorial, por sorologia (amostra de sangue), e também por biologia molecular (amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe, urina).

Transmissão

O sarampo é transmitido de uma pessoa infectada para outra pelo ar, por meio de partículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Outro ponto importante é que a pessoa infectada pode transmitir o vírus antes mesmo do surgimento das manchas características da doença. O período de transmissão pode começar cerca de seis dias antes e seguir até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas na pele.

Por isso, se alguém que teve contato próximo com o bebê apresentar suspeita ou confirmação de sarampo, procure um serviço de saúde para receber orientações sobre os cuidados necessários.

Como é o tratamento do sarampo

Não existe um tratamento específico contra o sarampo. Os cuidados têm como objetivo aliviar os sintomas e evitar complicações.

A Associação Brasileira de Pediatria (ABP) informa que o tratamento pode incluir a ingestão de líquidos, o controle da febre, a limpeza dos olhos com soro fisiológico e o tratamento de eventuais infecções secundárias, como pneumonia e otite.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de vitamina A em crianças com sarampo, conforme orientação médica. As doses, modo de administração e quantidade devem seguir prescrição do médico responsável.

Prevenção do sarampo

A forma mais eficaz de prevenir o sarampo é manter a vacinação em dia. 

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e faz parte do calendário nacional de vacinação e é encontrada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o Brasil.

Veja o esquema de vacinação, conforme a Secretaria de Saúde de São Paulo:

  • Bebês  de 6 a 11 meses: Em caso de surto, as autoridades oferecem a dose zero (D0) para crianças de 6 a 11 meses. Importante ressaltar que D0 não é válida para a rotina e é recomendada em momentos atípicos.
  • Crianças de 12 meses a 15 meses: a primeira dose (D1) deve ser recebida aos 12 meses com a tríplice viral e aos 15 meses (D2), dose de tetraviral (ou tríplice viral + catapora).
  • Crianças de 5 a adultos de 29 anos: caso a pessoa ainda não tenha sido vacinada contra o sarampo, é recomendado iniciar ou completar o esquema de duas doses da vacina tríplice viral, com o intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações.
  • Adultos de 30 a 59 anos: devem receber uma única dose caso ainda não tenham sido vacinadas.

Segundo a Fiocruz, quem não tem certeza se foi vacinado ou não pode tomar a vacina para se proteger.

A importância da vacinação

Manter a vacinação em dia, conhecer os sintomas e procurar orientação médica diante de qualquer suspeita são cuidados que ajudam a proteger o bebê e toda a família. 

Em períodos de maior circulação do vírus, a informação e a prevenção ganham ainda mais importância. Afinal, embora o sarampo seja uma doença altamente contagiosa e possa causar complicações, a vacinação continua como uma forma segura e eficaz de prevenção.

Autor

  • Joyce Alves
    Joyce Alves
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