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Recém-nascido

Apgar: como entender o teste na saúde do recém-nascido

Publicado por Joyce Alves em janeiro 12, 2026 | Atualizado em janeiro 12, 2026
9 minutos para ler

O nascimento de um filho é um dos momentos mais marcantes na vida de uma família. Entre a emoção, a expectativa e a correria da sala de parto, muitos pais ouvem pela primeira vez sobre a avaliação rápida feita logo após o parto: o famoso teste de Apgar. 

Bastam poucos minutos de vida para que esse índice seja utilizado pelos profissionais de saúde a fim de identificar sinais iniciais sobre o bem-estar do bebê. Mas, afinal, o que esse teste realmente significa? Por que ele é aplicado logo após o nascimento e qual seu real papel no cuidado neonatal? 

Este artigo vai apresentar de forma clara tudo o que as famílias desejam entender sobre esse tema, especialmente aos papais e mamães de primeira viagem. 

O que é o teste de Apgar e de onde veio?

O famoso índice de Apgar foi criado em 1952 pela anestesiologista americana Virginia Apgar. Seu intuito era oferecer um método simples, rápido e padronizado para os profissionais avaliarem como o recém-nascido reage imediatamente após o nascimento. Historicamente, o nascimento era acompanhado apenas de impressões subjetivas. A médica desenvolveu a proposta de checar cinco critérios básicos – cada um deles com grande valor no contexto do parto.

O Apgar resume, em notas, como o bebê enfrenta os primeiros minutos da vida. Assim, tornou-se o teste mais conhecido da neonatologia no mundo todo, sendo aplicado em praticamente todas as salas de parto, sejam públicas ou privadas.

Os cinco critérios do teste explicados

Ao observar o recém-nascido, o profissional de saúde analisa cinco sinais físicos, que refletem de forma global o estado de adaptação do bebê ao ambiente extrauterino. Cada sinal recebe uma nota de 0, 1 ou 2, de acordo com a intensidade e conformidade do parâmetro observado. São eles:

  • Frequência cardíaca (batimentos do coração)
  • Respiração
  • Tônus muscular
  • Irritabilidade reflexa
  • Cor da pele

Para que cada critério do famoso escore neonatal fique bem compreendido, vale detalhar cada um separadamente.

Frequência cardíaca

O batimento do coração é o principal indicativo da vitalidade e circulação do sangue do bebê. O profissional utiliza o estetoscópio, ou, frequentemente, apenas observa o cordão umbilical pulsando. Caso esteja ausente, a nota é 0. Se os batimentos forem inferiores a 100 por minuto, recebe nota 1. Acima de 100, recebe a maior nota: 2.

Respiração

Esse parâmetro avalia se o recém-nascido respira de modo espontâneo e ritmado. Ausência de movimentos respiratórios marca a nota mais baixa. Se a respiração for lenta ou irregular (com gemidos, esforço ou choro fraco), recebe 1 ponto. Quando o choro é forte ou a respiração é regular, recebe 2.

Tônus muscular

O corpinho do bebê nasce tipicamente flexionado, com movimentos espontâneos e vigorosos. Flacidez generalizada indica algum problema, anotando zero ponto. Movimentos pouco ativos ou muito hipotônicos geram nota 1. Já quando há boa movimentação e flexão, recebe 2 pontos.

Irritabilidade reflexa

O profissional provoca algum estímulo (aspiração nasal ou oral, por exemplo) para ver como o recém-nascido reage. Ausência de resposta ou expressão significa nota 0. Quando há uma careta ou pequena reação, recebe 1 ponto. Se tossir, espirrar ou chorar intensamente como resposta ao estímulo, ganha 2 pontos.

Cor da pele

O último critério observa a coloração do bebê. Se estiver todo arroxeado ou pálido (inclusive tronco e extremidades), a nota é 0. Quando o tronco está rosado, mas as extremidades permanecem azuladas (acrocianose), atribui-se 1. Pele inteiramente corada e rosada significa vitalidade adequada e resulta nos desejados 2 pontos.

Quando o teste de Apgar é realizado?

A avaliação ocorre duas vezes: no primeiro e no quinto minuto de vida. Essa dupla checagem permite entender a chamada transição vital do bebê. O primeiro minuto avalia a resposta imediata ao parto. Já o resultado do quinto minuto mostra como o recém-nascido está reagindo após as primeiras adaptações.

  • No primeiro minuto: observa adaptação inicial e necessidade de intervenções urgentes.
  • No quinto minuto: confirma a evolução e a estabilidade ou mostra a persistência de dificuldades.

Se o escore continuar baixo após o quinto minuto, repete-se de cinco em cinco minutos até perceber melhora. Esses dados são sempre registrados no prontuário.

Qual o papel do Apgar na rotina do parto?

Desde a sua criação, o propósito foi dotar a equipe de uma avaliação padronizada que orienta as necessidades imediatas do recém-nascido. Um escore elevado sugere boa vitalidade, enquanto índices baixos alertam para risco e possíveis intervenções. Assim, ele faz parte dos exames neonatais de rotina já compreendidos pelas maternidades.

O teste não substitui outros diagnósticos, mas oferece um norte inicial para a equipe médica. Seja em partos naturais ou cesáreas, o procedimento de avaliação é o mesmo, reforçando seu caráter universal.

O que significam as notas do Apgar?

A soma dos cinco critérios resulta em uma pontuação que varia de 0 a 10 em cada avaliação. Veja a interpretação clássica:

  • 0 a 3 pontos: condição crítica, com risco imediato à vida
  • 4 a 6 pontos: dificuldade moderada
  • 7 a 10 pontos: adaptação considerada adequada

Uma pontuação abaixo de 7 geralmente motiva ações como reanimação, oxigênio ou outros cuidados emergenciais. Até mesmo uma nota inferior a 5 exige avaliação e intervenção rápida da equipe. O escore costuma subir entre o primeiro e o quinto minuto, o que é esperado conforme a adaptação do bebê evolui.

O que as notas indicam para a equipe médica?

No contexto da sala de parto, o teste funciona como uma espécie de triagem rápida. O resultado guia condutas e determina se o bebê pode ser entregue imediatamente aos braços da família, ir para o berço aquecido, ou requer atendimento especializado. 

Estudos publicados nos Anais do Congresso da Sociedade de Pediatria de São Paulo mostram que o escore baixo é mais comum em recém-nascidos muito prematuros, sendo relacionado à uma chance maior de eventos adversos nas primeiras horas.

Para a maioria dos bebês, a nota do quinto minuto é usada como referência definitiva sobre sua adaptação imediata. Apenas em situações atípicas, repete-se o teste por mais tempo. Entretanto, o índice de Apgar não foi desenvolvido para prever, sozinho, possíveis doenças futuras ou desempenho do bebê no longo prazo.

Limitações do uso do escore de Apgar

Apesar da abrangência, muitos profissionais ressaltam que o teste não é completo ao ponto de servir de diagnóstico exclusivo. Entre as limitações estão:

  • É uma checagem de adaptação, não indicando patologias específicas;
  • Notas baixas podem ser influenciadas por uso de medicamentos maternos, prematuridade ou complicações que não determinam sempre um prognóstico ruim;
  • Resultados altos não garantem ausência de outros problemas ocultos.

Estudos internacionais já observaram que pontuações mais baixas em prematuros nem sempre significam necessidade de reanimação intensa. Avaliações mais completas incluem exames laboratoriais, histórico do parto e outros sinais clínicos. O escore Apgar é uma ferramenta, não uma sentença.

O artigo na revista BioSCIENCE também reforça o cuidado de não utilizar o índice de forma isolada, sobretudo diante de variáveis como idade gestacional, tipo de parto e condições clínicas maternas, mostrando que há nuances na interpretação dos resultados.

O Apgar e a humanização dos cuidados neonatais

O nascimento é o primeiro capítulo do vínculo familiar fora do útero. O teste de Apgar representa apenas um dos muitos cuidados essenciais nos primeiros minutos, ao lado de outros aspectos do protocolo neonatal e ações práticas, como o primeiro banho, a amamentação precoce e as orientações sobre o recém-nascido.

O teste, tão simbólico na vida do recém-nascido, traz informações valiosas para a equipe e para as famílias. Seu papel é sinalizar a adaptação inicial e indicar se alguma medida precisa ser adotada imediatamente. Ao entender como funciona, o que ele avalia, quais limitações apresenta e como deve ser enxergado, pais e responsáveis podem se sentir mais preparados para viver os primeiros momentos com serenidade.

Acreditamos que informação clara é o maior presente que se pode oferecer às famílias nesse começo de vida. Além de produtos pensados para o cuidado e proteção dos pequenos, nossos conteúdos visam apoiar, esclarecer e envolver pais e mães naquilo que realmente importa: o conforto, a saúde e o carinho nos primeiros dias do bebê.

Para aprofundar ainda mais seu conhecimento, conhecer produtos especialmente desenvolvidos para a pele sensível dos pequenos e acessar materiais feitos para quem busca confiança e acolhimento, visite as páginas do blog Granado Bebê e sinta-se à vontade para embarcar nessa jornada conosco.

Perguntas frequentes

O que é o teste de Apgar?

O teste de Apgar é uma avaliação rápida aplicada em recém-nascidos logo após o parto para observar a adaptação do bebê ao ambiente externo. Ele checa sinais vitais como batimentos cardíacos, respiração, tônus muscular, reação a estímulos e cor da pele, gerando um índice de 0 a 10 pontos.

Como é feito o Apgar no bebê?

O teste é realizado de forma visual e tátil pelo profissional de saúde, nos primeiros e quinto minutos de vida. O bebê é observado sem retirada de roupas desnecessária e sem causar desconforto, com checagem de cada dos cinco critérios definidos por Virginia Apgar.

Para que serve a pontuação Apgar?

A pontuação serve para medir a resposta inicial do bebê ao nascimento e indicar se precisa de ajuda médica imediata. É uma ferramenta para guiar a equipe na tomada de decisão sobre eventuais intervenções nas primeiras horas.

Quais valores são considerados normais no Apgar?

Os valores considerados adequados ficam entre 7 e 10 pontos, indicando boa vitalidade e adaptação neonatal. Pontuações inferiores sinalizam atenção especial e, em alguns casos, necessidade de suporte médico.

O Apgar baixo indica problemas graves?

Nem sempre resultados baixos apontam para problemas graves futuros. Frequentemente, uma nota abaixo de 7 no primeiro minuto apenas reflete adaptação transitória e melhora rapidamente. Persistindo a baixa pontuação, a equipe médica investiga causas e busca soluções, acompanhando de perto o recém-nascido.

Autor

  • Joyce Alves
    Joyce Alves

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