6 exames neonatais que o recém-nascido precisa fazer
Venha tirar suas principais dúvidas sobre os primeiros procedimentos médicos na vida dos bebês
As primeiras experiências de maternidade e paternidade vêm acompanhadas de muitas dúvidas. Tanto que, com a confirmação de gravidez, os pais já começam a pesquisar tudo o que envolve os cuidados com recém-nascido. Um dos tópicos que mais ganham destaque é aquele que indica a lista de exames neonatais.
Você já deve ter ouvido falar ou até presenciou a execução de algum deles. Do contrário, não se preocupe porque falaremos sobre o assunto neste artigo. São procedimentos realizados logo após o nascimento dos bebês, com a finalidade de avaliar a condição geral de saúde e fazer o diagnóstico precoce de doenças.
Continue a leitura para entender melhor a importância e conferir exemplos!
Por que fazer exames em recém-nascidos?
Os testes costumam ser realizados por enfermeiros ou pediatras e têm papel importante na garantia do bem-estar das crianças por permitirem a identificação precoce de diversas enfermidades. Como são aplicados poucos dias após o parto, seja normal ou via cesárea, atuam como aliados na redução de possíveis sequelas.
Durante a consulta, caso o bebê apresente alteração em alguma estrutura corporal, os profissionais conseguem perceber e iniciar o tratamento adequado. Esse atendimento inicial faz toda a diferença na qualidade de vida dos recém-nascidos, visto que garante o controle de quadros que possam afetar sua saúde.
Alguns exames neonatais são obrigatórios e seus resultados ficam anotados na caderneta de saúde da criança. Assim como ocorre nas carteiras de vacinação infantil, o registro dos dados favorece a consulta posterior para o acompanhamento do paciente em outros procedimentos de rotina.
Quais são os principais exames neonatais?
Há muitos testes disponíveis para detectar problemas e definir a melhor abordagem terapêutica, quando necessário. Listamos os mais comuns nas maternidades dos hospitais para que você se prepare com boas informações.
1. Teste do pezinho
Realizado entre o terceiro e quinto dia de vida dos bebês, esse exame funciona a partir da coleta de gotinhas de sangue da região do calcanhar. Ele ajuda a descobrir várias doenças metabólicas e genéticas, como anemia falciforme, fibrose cística e hipotireoidismo congênito.
Também existe uma versão ampliada do teste do pezinho, que geralmente é solicitada quando a mãe desenvolve uma alteração ou infecção durante a gestação. Como se trata de um procedimento específico, costuma ocorrer apenas em clínicas particulares.
2. Teste da orelhinha
Outro atendimento comum entre os exames neonatais é aquele que verifica possíveis alterações no ouvido do bebê. Também chamado de triagem auditiva, esse exame deve ser feito, preferencialmente, entre 24 e 46 horas após o nascimento. Utiliza-se um aparelho de emissões otoacústicas evocadas para medir o retorno dos estímulos.
Muitos pais ficam apreensivos por acharem que o procedimento é invasivo. Mas não há razões para se preocupar, já que ele não causa dor ou desconforto na criança. Inclusive, os profissionais podem aplicar o teste da orelhinha enquanto o recém-nascido está dormindo.
3. Teste do coraçãozinho
Também é recomendado que seja feito entre 24 e 48 horas após o parto, visto que a descoberta precoce de qualquer alteração pode agilizar a realização de outros exames, como o ecocardiograma. Nesse caso, o objetivo é identificar defeitos no funcionamento do coração do bebê.
Para fazer, o profissional da saúde coloca uma espécie de pulseira no punho e no pé da criança. O aparelho, chamado de oxímetro, serve para medir a oxigenação do sangue e o ritmo dos batimentos cardíacos, a fim de descartar cardiopatias congênitas graves.
4. Teste da linguinha
Outro procedimento recorrente entre os exames neonatais, ele tem como objetivo verificar a movimentação da língua e a fixação do freixo. Qualquer alteração, como no caso de anquiloglossia (popular língua presa) pode prejudicar a amamentação e, futuramente, os atos de engolir, mastigar e falar.
O profissional faz o exercício de observar o interior da boca do bebê em diferentes situações. É comum que priorize a análise enquanto o recém-nascido chora ou se alimenta no peito, pois essas ações ajudam a compreender como a estrutura da língua está se comportando.
5. Teste do olhinho
Também nomeado como teste do reflexo vermelho, é um exame que detecta diversos problemas de visão, a exemplo do glaucoma, do estrabismo e da catarata. A indicação é que ocorra na primeira semana de vida ou na primeira consulta da criança após o parto.
A aplicação é feita com uma pequena lanterna de luz vermelha (oftalmoscópio), que emite um feixe a uma distância de 30 centímetros do olho do bebê. Esse processo permite observar o formato e a cor dos reflexos gerados pelas estruturas superficiais das retinas.
6. Tipagem sanguínea
Como o próprio nome indica, esse teste é aplicado para a descoberta do tipo de sangue da criança, bem como o fator RH (positivo ou negativo). Ele acontece por meio da coleta do sangue do cordão umbilical, instantes após o nascimento. O procedimento ainda permite rastrear risco de incompatibilidade sanguínea e quadros associados, como icterícia neonatal.
Onde eles são realizados?
Os pais de primeira viagem podem ficar tranquilos, pois a maioria dos testes são feitos no próprio hospital onde ocorreu o nascimento. Se for um bebê de parto domiciliar, por exemplo, é importante que a família busque uma instituição de saúde para realizar todos os testes dentro do prazo recomendado pelos médicos.
Também cabe destacar que alguns procedimentos têm custo e outros são gratuitos, tanto nos hospitais públicos quanto nos privados. Por isso, o ideal é entrar em contato com o local onde a criança será atendida para se informar sobre os valores, visto que essas condições mudam de um local para outro.
Agora que você está por dentro dos principais exames neonatais, já pode se preparar para essa importante etapa que envolve o cuidado com os bebês. Lembre-se de que a prevenção é uma das maiores aliadas da boa saúde, portanto, deve ser colocada em prática desde os primeiros dias de vida e contar com o suporte de especialistas.
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