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Você sabe o que é e quanto tempo dura a exterogestação?

Publicado por Samantha Vollet em dezembro 9, 2020 | Atualizado em julho 2, 2021
exterogestação
7 minutos para ler

Sim, é isso mesmo, a gestação dura mais do que você pensou a vida toda!

Pode parecer loucura para uns, mas sabia que existe uma teoria da gravidez fora da barriga da mãe? Essa é a exterogestação, ideia com respaldo científico e defendida por Ashley Montagu, antropólogo, após observar o comportamento de recém-nascidos. A teoria ganhou força também graças ao pediatra Harvey Karp.

Falando de forma bem simples, o que esses estudiosos defendem é favorecer um ambiente tranquilo e acolhedor ao bebê após o nascimento. Para isso, existem algumas práticas recomendadas. 

Aqui no artigo, contaremos tudo sobre o tema com o respaldo da médica pediatra Samantha Vollet*. Acompanhe e fique por dentro!

O que é a exterogestação?

A definição de exterogestação é a gravidez fora do útero, após o parto do bebê. É um período que dura cerca de 3 meses. A ideia é reproduzir no ambiente externo um pouco do que o bebê experimentava dentro da barriga da mãe.

De onde surgiu a ideia da exterogestação?

A teoria foi formulada pelo antropólogo Ashley Montagu e difundida pelo pediatra americano Harvey Karp. “Cada um analisou bebês em um contexto, mas ambos notaram que, nesses primeiros meses, quanto mais próximo e parecido fosse o ambiente externo com o de dentro do útero, mais calmos e tranquilos os bebês ficavam”, relata Samantha.

Esse pensamento tem relação com o fato de o bebê humano ser o mamífero mais indefeso e imaturo. Enquanto várias espécies de animais nascem andando e, em pouco tempo, aprendem a se defender e a procurar comida, o humano depende 100% de um cuidador para sobreviver.

Mas, então, por que a nossa gestação não dura os 12 meses? Uma pergunta comum de se fazer, e a especialista responde: “Imagine um bebezão grande, de 3 meses, dentro do útero. O corpo humano não aguentaria a gestação, nem daria conta de nutrir a criança e a mãe em conjunto. Além disso, o bebê não conseguiria passar pelo canal vaginal. Daí a teoria de a gestação continuar do lado de fora”.

E as vantagens?

Uma grande vantagem da exterogestação é tornar essa transição do útero para o ambiente externo algo mais tranquilo. Isso, porque, dentro da barriga, o bebê tem contato o tempo todo com a mãe, se mantém aquecido, não sente fome, nem precisa enfrentar luzes e sons altos para dormir tranquilo. Já do lado de fora, tudo isso deixa de existir, o que gera mais insegurança nele. 

Assim, a exterogestação consegue:

  • diminuir o estresse;
  • aliviar cólicas;
  • contribuir para o desenvolvimento de aspectos psicológicos mais saudáveis;
  • deixar a rotina menos cansativa para a mãe.

Afinal, como fazer a exterogestação na prática?

A teoria é baseada em promover os 5 Ss, que são os termos em inglês: swadding (deixar o bebê mais enrolado e apertadinho), side-stomach position (ficar de lado), shushing (imitando o barulho do útero), swinging (balançar) e sucking (sugar). Eles são praticados da seguinte forma!

Faça um rolinho com o bebê

Este tópico retrata o swadding, que é “enrolar o bebê com uma manta, deixando-o apertadinho e confortável, assim como é dentro do útero”, explica doutora Samantha.

Só é legal ter cuidado com o clima. A depender da cidade e da estação do ano, o calor exagerado pode gerar incômodo. Além disso, é importante estar sempre por perto, para evitar que a criança se enrole e a manta a sufoque.

Use sling

O sling é uma ideia para representar a side-stomach position, já que leva o bebê a uma posição flutuante parecida com a que ele ficava no útero. Além disso, sua cabecinha fica na altura do coração da mãe, lembrando o som que ele ouvia antes. Já deitá-lo de barriga para cima faz com que sinta um pouco mais a gravidade, o que se distancia do jeito que era no útero.

Amamente livre demanda

Corresponde ao sucking, que é o sugar. Nem sempre o bebê vai ao peito para mamar. Às vezes, ele só gosta de sugar, já que isso o acalma. 

“Essa ideia é praticada bastante em UTIs neonatais. Lá, os bebês têm chupetas, para estimular a sucção”, conta a médica. Apesar de a atividade ser julgada negativamente por alguns profissionais, existem estudos que avaliam esse efeito positivo. Inclusive, isso se respalda em uma das teorias de Freud, que defendeu, para essa idade, a fase oral. Para alguns bebês, o sugar é analgésico e, até, facilita a realização de exames, como a colheita de sangue.

Dê banhos de ofurô

O banho de ofurô é bom para a higiene do bebê e também acalma, pois a água morna consegue propiciar um pouco das sensações de dentro do útero, com a bolsa amniótica. O que diferencia o banho de banheira para o de ofurô é que, nesse último, usa-se um pequeno no balde, que dá um formato mais anatômico.

Balance na rede

O balanço na rede representa o swinging, que é o mexer e o balançar. Na gravidez, a mãe, quase sempre, está em movimento, fazendo o bebê se mexer também. Talvez alguns pais já tenham reparado que o balançar do carro adormece a criança. É curioso ver, mas existem bebês que chegam a chorar quando o carro para em um sinal.

Aqui, para evitar acidentes, a mãe pode se sentar ou se deitar na rede, segurando o bebê no colo enquanto se balança lentamente. Outra ideia, que é até mais segura, é o bebê-conforto. Alguns deles vêm com cinto de segurança e a opção de balanço, podendo ser apoiados no chão. Mas, ainda que nada aparente ter perigo, fique sempre ao lado da criança, combinado?

Reproduza alguns ruídos

Aqui, temos o shushing, que podemos representar pelos barulhos que lembram a vida intrauterina. Existem canais no YouTube e aplicativos, como o Baby Sleeper, que reproduzem ruídos semelhantes, promovendo a tranquilização e ajudando, também, no sono do bebê.

Quando saber o momento em que a exterogestação termina? Existe algum sinal?

Na teoria, a exterogestação vai até os 3 meses após o nascimento e, a partir disso, os cuidadores podem começar a transição. No entanto, os bebês costumam demonstrar que já estão preparados para isso ao ter curiosidade por buscar objetos e ao expressarem vontade de mais liberdade.

Existe algum problema em receber visitas durante o período da exterogestação?

Considerando um cenário positivo, com a vacina para a Covid-19, não há riscos em receber visitas durante esse período. A grande atenção, no entanto, deve estar para o primeiro mês após o parto. 

“É um período em que o bebê ainda tem dificuldade de relaxar. Ao mesmo tempo, a família se sente mais cansada, devido à mudança na rotina. A mãe e o pai estão ali, tentando conhecer o novo bebê e, ainda, precisam dar atenção à visita”, conta Samantha. Assim, a recomendação é esperar, ao menos, o segundo mês.

A exterogestação, como você viu, é uma ideia fundamentada nas necessidades de segurança e conforto do bebê. As técnicas são simples, e o melhor de tudo é que, além de propiciarem bem-estar à criança, fazem a família ter mais tranquilidade nesses primeiros meses de adaptação.

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Autor

  • Samantha Vollet

    Médica com especialização em Pediatria e Neonatologia.

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