Gêmeos univitelinos e bivitelinos: diferenças e cuidados na gestação
Descobrir uma gestação de gêmeos costuma despertar um turbilhão de sentimentos. Alegria, surpresa, ansiedade e uma dose extra de curiosidade aparecem quase ao mesmo tempo. É natural que, junto deles, surjam muitas perguntas sobre como será essa jornada tão única.
Este artigo reúne orientações importantes para quem está vivendo esse momento especial, explicando desde as diferenças genéticas entre os tipos de gêmeos até os cuidados necessários ao longo da gestação.
Que este conteúdo sirva como um guia inicial, capaz de orientar e também confortar quem está vivendo a beleza e a intensidade de uma gestação dupla. Cada família tem seu tempo, seu ritmo e sua forma de viver esse momento, e estar bem informado ajuda a tornar essa experiência ainda mais especial. Leia até o final!
Entendendo os tipos de gravidez gemelar
A gestação gemelar pode se manifestar de duas formas: quando os bebês são geneticamente idênticos ou quando apresentam genes diferentes. Para compreender bem, é útil diferenciar os casos mais frequentes:
- União de um só óvulo com um espermatozoide resulta em gêmeos idênticos.
- Fecundação de dois óvulos diferentes por dois espermatozoides acarreta gêmeos geneticamente distintos.
Essas vias explicam as características únicas, físicas e até comportamentais de cada tipo de múltiplo. Mas será que existem outras diferenças marcantes? Descubra a seguir.
Gêmeos idênticos: genética, embriologia e incidência
Gêmeos idênticos, chamados de monozigóticos, surgem quando um único óvulo é fertilizado e, após isso, se divide em dois embriões distintos. O resultado costuma ser impressionante: irmãos com aparência muito semelhante, geralmente mesmo sexo e até traços indistinguíveis no início da vida.
A ciência aponta que essa divisão celular ocorre nos primeiros dias após a concepção. Se acontecer até o terceiro dia, cada bebê terá placenta e bolsa amniótica próprias. Depois do quarto dia, já podem compartilhar a mesma placenta, o que influencia nos riscos e nos cuidados que serão necessários ao longo da gravidez.
A cada 1.000 partos, apenas cerca de 3,5 a 4 são de gêmeos idênticos. Segundo dados apresentados em pesquisas nacionais, essa frequência não se altera mesmo com avanços da medicina e mudanças nas tendências populacionais.
Gêmeos fraternos: formação, incidência e genética
Diferente dos monozigóticos, os gêmeos dizigóticos vêm de dois óvulos fertilizados por dois espermatozoides diferentes. Por isso, podem ou não ser do mesmo sexo e apresentam semelhança genética equivalente à de irmãos nascidos em anos diferentes, apesar do tempo gestacional compartilhado.
Essa modalidade é mais comum em regiões específicas e entre certos grupos étnicos. Estatísticas globais apontam que, mundialmente, cerca de uma em cada 80 gravidezes resulta em gêmeos, sendo a maioria deste tipo.
A incidência aumenta de acordo com fatores como idade materna acima de 35 anos, histórico familiar e tratamentos para fertilidade. Em países africanos, chega a ocorrer um caso a cada 20 partos.
Principais diferenças entre gestações múltiplas
Embora ambos os tipos envolvam a gestação de dois ou mais bebês ao mesmo tempo, as seguintes diferenças se destacam:
- Gêmeos idênticos compartilham a mesma carga genética, fraternos apenas metade.
- Os univitelinos normalmente são do mesmo sexo, enquanto os bivitelinos podem ter sexos distintos.
- Os embriões podem ou não compartilhar placenta e bolsa – um fator importante no acompanhamento médico.
- Gestações de múltiplos ocupam maior risco e exigem acompanhamento redobrado.
Como ocorrem os gêmeos? Entenda os mecanismos
A formação de gestações gemelares depende da ovulação e da fertilização. Para o caso monozigótico, um óvulo fertilizado se divide, normalmente devido a fatores ainda não totalmente esclarecidos pela biologia. Alguns estudos sugerem influência genética e ambiental.
Já para os dizigóticos, ocorre a liberação de dois óvulos durante o mesmo ciclo menstrual, prática mais comum em mulheres de determinadas idades ou sob uso de medicamentos para indução da ovulação.
Fatores que aumentam as chances de gestação múltipla
Entre os principais pontos estão:
- Histórico familiar de gêmeos fraternos.
- Idade materna avançada, especialmente após os 35 anos.
- Uso de técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro.
- Mulheres que já tiveram filhos anteriormente.
Esses fatores ajudam a explicar o crescimento dos casos de múltiplos nos últimos anos, especialmente no cenário da medicina reprodutiva.
Cuidados especiais na gestação de gêmeos
Gravidez gemelar exige acompanhamento rigoroso para reduzir potenciais riscos. O volume abdominal cresce mais rapidamente e sintomas como fadiga, dor lombar e inchaço nos pés aparecem com maior intensidade. O risco de algumas complicações são maiores para gêmeos, como a possibilidade de parto prematuro ou aumento da pressão arterial.
O acompanhamento médico frequente é indispensável durante toda a gestação. Entre os cuidados essenciais estão:
- Consultas regulares com obstetra especializado.
- Ultrassons de controle mais frequentes, principalmente entre a 16ª e a 28ª semana.
- Monitoramento constante da pressão arterial, devido ao risco aumentado de pré-eclâmpsia.
- Cuidados com a alimentação, garantindo aporte adequado de vitaminas e proteínas.
- Repouso físico ajustado à necessidade individual de cada gestante.
- Orientações quanto ao parto, que costuma ser antecipado.
Tratamentos preventivos e detecção precoce de doenças são estratégias comuns no pré-natal gemelar, reduzindo eventuais consequências para mães e bebês.
Parto de gêmeos: planejamento e expectativas
A preparação para o nascimento dos múltiplos envolve o esclarecimento dos tipos de parto e seus riscos. Estatísticas mostram que, em gestações gemelares, a maioria dos partos ocorre na forma antecipada, muitos deles por cesariana. Existem mais chances de parto prematuro devido à capacidade limitada de expansão do útero.
A decisão quanto ao tipo de parto deve ser feita com base no posicionamento dos bebês, condições clínicas maternas e orientações da equipe de saúde. Gestantes muito bem acompanhadas, informadas e amparadas psicologicamente conseguem lidar melhor com as incertezas desse momento delicado. Avaliar benefícios do parto humanizado ou da cesárea também faz parte deste planejamento.
Quando a gestação de múltiplos é considerada de risco?
Toda gravidez de mais de um bebê é automaticamente classificada como de risco, devido ao potencial para complicações maternas e fetais. Isso inclui monitoramento constante, exames complementares e avaliações ultra-sonográficas frequentes.
Informações detalhadas sobre o conceito de gestação de risco e os encaminhamentos necessários podem ser consultadas no conteúdo sobre o que é gravidez de risco.
A chegada de gêmeos representa um universo de desafios, descobertas e transformações na rotina familiar. O conhecimento adequado sobre as diferenças genéticas, o acompanhamento do pré-natal, os ajustes no cuidado materno e o estímulo à individualidade dos bebês ajudam a construir uma jornada mais leve e saudável para todos.
O projeto Granado Bebê incentiva pais, mães e cuidadores a buscarem informação e produtos apropriados para cada etapa desse ciclo. Quando as dúvidas surgirem, vale recorrer a fontes seguras, conversar com profissionais e escolher itens desenvolvidos especialmente para a pele delicada dos recém-nascidos.
Conheça mais conteúdos no blog da Granado Bebê, cuide de quem você mais ama e viva as delícias desse início duplo de vida.


