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Memória afetiva do bebê: como construir bons momentos

Publicado por Aline Melo de Aguiar em maio 24, 2024 | Atualizado em maio 24, 2024
9 minutos para ler

Memória afetiva do bebê: como construir bons momentos

Cada interação com o seu bebê é uma oportunidade para construção da memória afetiva do seu filho. Provavelmente você já ouviu falar que a felicidade mora nas coisas simples. E isso geralmente está associado às boas lembranças das situações vivenciadas com pessoas especiais. Isso é o que chamamos de memória afetiva, e ela começa a se desenvolver desde muito cedo, ainda durante a gestação.

Apesar de existirem poucos estudos que comprovam e identificam como a interação da mãe com o bebê influencia na geração de uma memória afetiva nessa etapa da vida, já existem diversos indícios dessa influência na infância. Esse é um período recheado de construções, tanto de memórias quanto de valores.

É por meio disso que somos inspirados durante toda a nossa vida pelas experiências que vivenciamos nos primeiros anos. Para entender um pouco melhor essa dinâmica, conversamos com a psicóloga Aline Melo de Aguiar, que nos conta um pouco mais sobre o assunto. Vamos conferir?

O que é memória afetiva da criança?

Todos os seres humanos têm memória afetiva. Ela é criada em cada uma das experiências e das descobertas vividas ao longo da infância. Essas vivências vão deixando marcas inesquecíveis em nós, positivas ou negativas, sendo carregadas ao longo de toda a nossa existência.

O cérebro recebe todas essas informações e as guarda em um arquivo. No decorrer da vida, resgatamos pequenas fatias delas por meio de ações, aromas, gostos, cores e sensações que nos remetem de volta a essa época da infância.

Assim, a memória afetiva representa todas as lembranças provocadas por estímulos sensoriais e emocionais. Ela também é conhecida como a memória sinestésica, que nos remete a um período específico da infância ou adolescência, fazendo-nos reviver o momento.

Por que a memória afetiva é tão importante?

Os primeiros meses de vida de um bebê correspondem ao período em que ele mais tem acesso à criação desse arquivo. Aline explica que é justamente nessa fase que uma pessoa entra em contato com um universo de descobertas, desenvolvendo habilidades e desbravando o novo mundo. Portanto, tudo isso vem acompanhado de muitas experiências impactantes.

A primeira vez de cada sentimento é particularmente marcante. A primeira sensação de fome, o primeiro contato com uma comida saborosa, o primeiro sentimento de alegria, a primeira experiência de saudade. Tudo isso vai deixando marcas, desde as emoções mais simples até os sentimentos mais complexos.

Quando nos sentimos amados, protegidos e acolhidos pela primeira vez, recebemos um registro dessa sensação. Isso acontece igualmente quando sentimos dor ou insatisfação. E a maioria dessas descobertas ocorre ainda enquanto bebês.

Como a memória afetiva impacta a criança?

Nos primeiros anos de vida, não existe um registro de memória afetiva contínua. Ela é marcada pelos episódios e pequenos acontecimentos vivenciados no cotidiano. Isso desperta, mesmo depois de adultos, sentimentos positivos e negativos em relação a diferentes situações.

Só que é durante a criação que esses caminhos vão sendo definidos. Muitas vezes, a forma como os pais falam com os filhos, se utilizam um tom de voz mais alto e agressivo ou calmo e didático, também determina o sentimento despertado por uma situação.

Portanto, é importante que todos os contatos feitos com a criança aconteçam com a consciência da influência desse aspecto na leitura que ela terá sobre o mundo.

Frases comuns utilizadas no dia a dia com os pequenos, como “a mamãe ficou triste com você” podem ter impactos bem prejudiciais, dando a entender que, se a criança não fizer tudo como você quer, isso afeta a felicidade dos pais, quando não é verdade.

Memória afetiva e gestação

É preciso entender que toda interação com o seu bebê pode ser uma oportunidade de criar memória afetiva, inclusive enquanto ele ainda está na barriga. Por isso, tantos pais são orientados a conversar e a interagir com a barriga — para o bebê sentir desde cedo a sua presença.

Apesar de a criança só ouvir a partir da 20.ª semana de gestação, suas células estão em pleno desenvolvimento desde muito cedo, construindo o que é chamado de memória celular. Trata-se das informações que ficam quimicamente registradas na composição das células.

Assim, sempre que alguém tenta acalmar ou tranquilizar o bebê ainda na barriga, isso fica marcado na sua memória inconsciente. Também vale para o primeiro período de transição do bebê, que é a saída do útero ao mundo exterior. Por isso a importância de optar por um parto humanizado.

Memória afetiva e família

É muito importante que toda a família esteja envolvida na criação de boas memórias afetivas do bebê. Se ele nasce e se desenvolve em um ambiente hostil, por exemplo, memórias de agressividade, insatisfação e irritabilidade serão muito presentes. Enquanto isso, as de afeto, carinho e proteção podem não se desenvolver na mesma medida.

De acordo com Aline, “o ser humano é, de certa forma, programado biologicamente para ser gregário, para ser social, e para isso ele precisa de vínculos. O vínculo se forma com quantidade e qualidade. São as pessoas mais presentes que vão formar vínculos com afetos positivos ou negativos em relação ao bebê, afinal, estão ali todos os dias”.

É por isso que é importante que todos compreendam a relevância da sua participação ativa nos momentos mais cruciais. Às vezes, apenas um tempo de qualidade com o seu filho é o suficiente para ajudá-lo a criar boas memórias afetivas. Isso significa:

  • estar presente;
  • observar suas necessidades;
  • apoiar suas tentativas (de falar, de andar, de comer sozinho…);
  • ensinar a escovar os dentes sozinho;
  • ler uma história antes de dormir;
  • tentar a meditação para crianças;
  • levar o bebê à praia;
  • entre tantos outros.

Mais para frente, participar da vida escolar do seu filho também é um fator positivo. E tudo isso deve ser acompanhado de muito prazer para ambos os envolvidos, como reforça Aline. Geralmente, as memórias afetivas mais marcantes para a criança são aquelas nos quais os adultos também estão envolvidos, se divertindo junto.

Portanto, quanto mais forte o momento e mais vivenciado em sintonia pelo bebê e pela família, maiores as chances de se tornar uma memória afetiva. No entanto, o bebê também experimenta memórias individuais.

Como construir bons momentos na parentalidade?

Como você pode ver, a criação de memórias afetivas é essencial para construir uma relação forte e duradoura. Mais do que simplesmente cumprir obrigações, a parentalidade deve ser uma jornada repleta de momentos alegres, significativos e que contribuam para o desenvolvimento emocional e social das crianças.

A dúvida de muitos pais e mãe é: como construir esses bons momentos? A seguir, trouxemos algumas dicas práticas que você pode implementar na rotina com o seu filho, independente da idade. Confira!

Invista em tempo de qualidade

Em uma rotina cada vez mais agitada e dinâmica, é natural que os pais tenham menos tempo para estar com os filhos. Por isso, a dica é priorizar o tempo de qualidade. Reserve um tempo livre de distrações para se dedicar exclusivamente aos seus filhos, seja brincando, lendo um livro juntos, fazendo um piquenique ou simplesmente conversando.

Crie uma rotina familiar que inclua momentos de interação, como o jantar em família ou a hora do conto antes de dormir.

Demonstre afeto

As demonstrações de afeto também tem uma influência importante na construção da memória afetiva e na autoestima das crianças. Abrace, beije e diga aos seus filhos que você os ama, elogie por suas conquistas e esforços, reconheça suas qualidades e incentive o desenvolvimento. 

Brinque com as crianças

A brincadeira é uma ajuda no desenvolvimento das habilidades das crianças e é uma grande oportunidade para fortalecer o vínculo entre pais e filhos. Explore atividades como jogos de tabuleiro, teatro de fantoches, brincadeiras ao ar livre e prática de esportes coletivos. 

Crie tradições familiares

As tradições familiares são momentos especiais que se repetem ao longo do tempo, criando memórias afetivas duradouras compartilhadas por toda a família. Você pode criar tradições como atividades específicas durante festas e aniversários, viagens para o litoral, ou acampamentos anuais.

Incentive a participação de todos os membros da família na criação e manutenção das tradições, tornando-as um símbolo de união e afeto.

Transmita valores e prepare o seu filho para o mundo

Os pais e mães têm uma grande responsabilidade na criação de seres humanos, por isso, devem transmitir valores como honestidade, respeito, compaixão e responsabilidade.

Aproveite os momentos de interação com seus filhos para ensinar esses valores de maneira natural e integrada ao dia a dia. E, tão importante quanto ensinar e explicar, é ser um exemplo para as crianças. 

Incentive a autonomia

É importante permitir que seus filhos tomem suas próprias decisões e aprendam com seus erros, mesmo que isso signifique lidar com frustrações. Incentive a autonomia dos seus filhos desde cedo, dando-lhes pequenas responsabilidades e oportunidades de escolha.

Confie na capacidade dos seus filhos de aprender e crescer, oferecendo apoio e orientação sempre que ele enfrentar uma dificuldade ou precisar lidar com frustrações. 

Cuidados com o bebê e memória afetiva

É interessante estar atento ao fato de que todos os seus esforços para estar junto e presente com o bebê são importantes para criar boas memórias afetivas. Por isso, compartilhar momentos especiais é o suficiente para que as experiências da criança sejam positivas.

A Granado Bebê pode fazer parte dessa construção de boas memórias. Combine nossos produtos de cuidado e de carinho para viver momentos deliciosos com o pequeno — nos primeiros banhos, em uma massagem relaxante, nos rituais de sono, ou mesmo no registro na memória de um “cheirinho de infância” por meio de uma colônia para bebês.

Agora que você já sabe o que é a memória afetiva do bebê e como contribuir para o seu desenvolvimento, que tal aproveitar para investir no seu conhecimento? Confira o nosso workshop virtual gratuito de primeiros cuidados com o bebê e matricule-se. 

Autor

  • Aline Melo de Aguiar

    Aline Melo de Aguiar é psicóloga, coordenadora técnica e sócia do Espaço AMA Práticas Integrativas em Saúde, doutora e mestre em psicologia social (UERJ - com ênfase em psicologia do desenvolvimento humano, especialista em Atenção à Saúde Materno-Infantil (UFRJ); terapeuta de família (NOOS e CEFAI), terapeuta cognitivo comportamental, terapeuta narrativa (em formação) e atua na área materno-infantil desde 2006.

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